EduTechs e a revolução na educação e mercado de trabalho

Com big data e realidade virtual, EduTechs aparecem como grande oportunidade de investimento no Brasil

28/03/2019

A selva de startups criou alguns unicórnios brasileiros nos últimos anos. O termo unicórnio se refere à empresas que passaram de US$ 1 bi de valor de mercado, como foi o caso do Nubank em 2018. Se antes o caminho a ser seguido para alcançar tal valor e título parecia o das FinTechs, há quem aponte o momento como sendo das EduTechs. Ao revolucionar a educação, essas startups vão além de modificar a maneira que nos relacionamos com o aprendizado e ensino. Existe uma mudança comportamental, que pode afetar a produtividade no trabalho e até mesmo a economia do país.

Os olhos dos investidores estão crescendo para o mercado: nos primeiros 10 meses de 2017 foram US$ 8,15 bilhão investidos em EduTechs ao redor do mundo. O motivo de tanta empolgação com as startups de educação é o que representa a mudança do tradicional modelo de educação. Como diz Emmanuel Nataf, em texto para o TechCrunch, “a educação costumava ser simples: havia uma lousa, um professor e mesas em uma sala”, afirma. “Hoje, um estudante pode praticar inglês online, subir a lição de casa em uma plataforma e aprender química com uma imersão 3D”, completa.

 

Afinal, o que é e o que faz uma EduTech?

Montar uma EduTech apresenta dilemas que outros campos não têm. Ao revolucionar o modo em que as pessoas aprendem, essas startups precisam passar por diferentes provações — seja aceitação do público ou até mesmo a regulamentação dos países.

O mercado mais promissor para empresas de education technology é o da Ásia. A projeção é que o continente represente 54% do mercado global de startups do tipo até 2020. É por lá que surgiu a Kidaptive, uma empresa que começou focada em fazer jogos para iPad para crianças. A startup se define como “big data para o aprendizado”: ao utilizar storytelling, animações, jogos e quebra-cabeças, a Kidaptive auxilia em habilidades como compreensão de leitura, matemática, além desenvolver funções cognitivas, emocionais e sociais.

Uma das propostas mais interessantes envolvendo educação é a Chatterbox. A empresa consiste em refugiados que podem ensinar seus idiomas nativos. Ensinando línguas como árabe, espanhol, francês, coreano, mandarim, persa e turco, a Chatterbox cumpre o papel de ensinar idiomas, além de ser uma fonte de renda para refugiados.

Além do ensino à distância e aulas gamificadas com tablets, há também o uso da realidade virtual e aumentada para facilitar o aprendizado. São dezenas de startups que se dedicam a construir plataformas para transportar o aluno para uma outra época para estudar história no ensino médio ou até mesmo para que um estudante de graduação de medicina possa ter aulas sobre o corpo humano de maneira imersiva.

 

As EduTechs no Brasil

De olho no mercado, o CIEB e a Associação Brasileiras de Startups do Brasil fizeram um estudo chamado Mapeamento Edtech 2018 – Investigação sobre as tecnologias educacionais no Brasil, em que destrincha o contextos das EduTechs no Brasil, além de apresentar alguns dados interessantes. Por exemplo, 61% das empresas estão na área de produção de conteúdo, enquanto 19% está na área de coleta de dados e processos.

A pesquisa mostrou que, comparado a outros países, o cenário das EduTechs por aqui ainda está engatinhando. Um dos motivos é que o Brasil ainda sofre com muitos problemas no ensino básico, o que torna difícil revolucionar qualquer tipo de aprendizado. No entanto, as dores do mercado também significam que há muito o que ser explorado — e investido, é claro.

A Descomplica surge como uma das maiores startups de educação do país, tendo levantado R$54 milhões em uma rodada de investimento em 2018. O modelo de assinatura com aulas online mostrou-se com muita aceitação do mercado e hoje milhares de estudantes — do ensino médio à pós-graduação — usam a plataforma. Entre outras startups que tem se destacado por aqui estão a HappyCode, escola de programação voltada a crianças e adolescentes, e a Eruga (mais voltada ao ambiente corporativo) e a VR Monkey, que utilizam realidade virtual para auxiliar no aprendizado.

 

EduTechs, inteligência e mercado de trabalho

Com o aprendizado facilitado, irão surgir mais profissionais qualificados no mercado de trabalho. Mais do que isso, essas plataformas vão ajudar a preencher ocupações que serão tendência no futuro — lidando com tecnologia, big data, entre outros. Espera-se que essas startups ajudem o todo: com um aumento da produtividade dos funcionários e de empresas, o país pode prosperar.

Este texto do Quartz diz que empresas como as EduTechs vão ajudar a ressignificar o que é inteligência. Plataformas vão fazer parte do dia a dia de estudantes, que poderão entender o que é importante aprender em uma sociedade que gera um mar de informações a cada segundo. Por exemplo, sistemas de inteligência artificial como CenturyTech e Alelo usam big data e AI para criar um aprendizado personalizado para os estudantes e um feedback detalhado  para os professores e educadores. Em um futuro que aponta para um mercado de trabalho muito diversificado, em que as ocupações voltadas à tecnologia parecem ser mais requisitadas, as EduTechs vão ajudar a construir um futuro data-driven.

 

A chance de investir

Como explicamos acima, o potencial das EduTechs no Brasil é gigante. Com muito a ser explorado, essas startups surgem como uma grande oportunidade para investidores que buscam retorno.

Mais novo produto da Garín, o venture capital com blockchain que utilizará tokens para aumentar a liquidez dos investimentos, acompanha essa tendência das empresas de education technology. O serviço irá permitir que diferentes perfis de investidores possam apostar em startups — e a empresa está de olho nas EduTechs mais promissoras desse contexto. Afinal, os especialistas da Garín irão fazer uma minuciosa pesquisa e análise das melhores empresas que podem ser investidas. Conheça mais sobre o novo venture capital aqui.

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